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Notícias
  Quarta, 6 Dezembro 2017

A deputada Clara Tiago chamou hoje à atenção para a participação cívica, sublinhando que as pessoas "já se esqueceram da ditadura ou da ausência de direitos de cidadania", olhando muitas vezes para o Estado como "um Pai" e à Europa como aquele "tio rico a quem recorremos quando nos falta dinheiro".

Numa intervenção antes da ordem do dia, a deputada lamentou que alguns pensem que "já não vale a pena votar". "O povo diz que os políticos são todos iguais; da mesma forma como acha que os direitos estão consolidados e são eternos." Clara Tiago sublinha que "nem os políticos são todos iguais, nem os subsídios e direitos são eternos".

A deputada referiu que os polóticos são diferentes porque se trata de pessoas e as pessoas não são todas iguais, assim como os Direitos "devem ser usados, promovidos e defendidos todos os dias, para que não se percam nem fiquem em perigo".

Contudo, considera, "aquilo que está em perigo nos dias de hoje é a própria democracia como a conhecemos", salientando que este é um problema que tem "três planos de atuação", uma "relação tripla", que envolve os cidadãos, os políticos e os jornalistas.

Clara Tiago afirma que, "na democracia, a primeira responsabilidade é do cidadão", é nele que reside a "sede do poder". Contudo, destaca, "dá-se uma coisa curiosa: os políticos são so primeiros a dizê-lo, mas as pessoas são as últimas a senti-lo".

Para a deputada, "a segunda responsabilidade é dos políticos", sendo neles que é depositada a "confiança e esperança de um povo". "A sua atuação, seriedade e competência são fundamentais para manter bem acesa a chama da democracia".

"A terceira responsabilidade é da comunicação social", afirma, acrescentando que cabe aos jornalistas serem o "garante de um povo informado e de um político avaliado".

Clara Tiago salientou que "com a consolidação da democracia, os portugueses deixaram de ter a paz e a sua liberdade em risco". Deixou de haver medo da guerra, da censura e "limites ao pensamento e à ambição". "Isso fortalece uma sociedade, é verdade, mas enfraquece o estado de vigilância permanente que qualquer democracia deve ter", disse, lembrando que "mesmo a mais sólida democracia enfrenta perigos e há sinais a que devemos estar atentos". Um deles, refere, "é o clima hostil entres os políticos e a própria hostilidade da sociedade para com os políticos". 

A deputada afirma que, "por um lado, as pessoas rejeitam a linguagem entre os políticos, que atinge por vezes níveis inaceitáveis de ofensa e de argumentação demagógica. Por outro, a crítica tão fácil quanto injusta da opinião pública para com os homens e mulheres que se dedicam à causa pública desaconselha a qualquer um vir para a política".

Para isso, admite, contribui muitas vezes a "violência verbal e o populismo argumentativo" dos políticos, a que a Assembleia Legislativa da Madeira não está alheia. "Quando aqui falamos como falamos uns para os outros, incentivamos a que na rua se fale de nós", disse, sublinhando que esse clima tem de acabar."Temos de nos tratar com respeito, temos de argumentar com seriedade, temos de valorizar mais vezes os valores que nos são comuns".

Porém, adianta, "o povo também tem responsabilidades" e "a primeira de todas é não se desligar da política". "Quando a falta de esperança se instala paarecem aqueles que adoram o discurso das facilidades. Políticos que prometem o que não podem dar. Políticos que se aproveitam do voto pouco informado e até inconsciente."

Quanto aos jornalistas, Clara Tiago considera que são "os vigiliantes da democracia", salientado que os políticos e cidadãos "querem jornalistas equidistantes, curiosos, com sentido crítico". "Profissionais que não deixam escapar nada, nem a incompetência de um governante nem a demagogia de um político". "E é disto que prcisamos: Políticos competentes e de atuação séria, cidadaõs atentos e que procuram informação, jornalistas que escrutinam de forma equidistante".

A deputada sublinha, por isso, que é "imperioso promover o esclarecimento dos cidadãos, aproximá-los da política, melhorar as condições de trabalho para os titulares de cargos políticos e também dos jornalistas.", salientando que "unma democracia que não se defende defina e não é isso que nós queremos".