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Notícias
  Quinta, 23 Novembro 2017

A deputada Josefina Carreira defendeu hoje uma "grande mobilização em 2018, de todos os quadrantes, que chegue onde há tanto se espera uma intervenção" na área da Cultura, lembrando que este ano foi definido, pela União Europeia, como o Ano Europeu do Património cultural.

"Se cultura for desenvolvimento económico, se cultura significar coesão social, sendo a cultura a nossa identidade, então só pode valer a pena olhar para 2018 como uma oportunidade a não desperdiçar", afirmou.

Josefina Carreira sublinhou que o Ano Europeu do Património cultural tem por principais objetivos objectivos a promoção da diversidade cultural, o diálogo intercultural e a coesão social, e visa alertar para o papel do património no desenvolvimento social e económico das várias regiões, e da União no seu todo.

"Em concreto, propõe-se a entidades públicas e privadas um olhar renovado sobre o património cultural, através de uma abordagem centrada nos cidadãos, inclusiva, prospetiva, integrada e transectorial, que resulte em projetos e medidas consistentes", disse, sublinhando que "importa salientar, de modo especial, a necessidade de promover estratégias de desenvolvimento local através da promoção do turismo cultural sustentável, e bem assim a urgência em avaliar os efeitos das alterações climáticas sobre o património". "A educação, os jovens e as comunidades locais, o diálogo intercultural e a cooperação são palavras-chave para o sucesso de 2018 a este nível", acrescentou.

A deputada salientou que a Região, através do GR, "já manifestou vontade em participar no programa nacional e europeu", adiantando que se estamos "perante mais um ano em que as entidades públicas se devem empenhar na divulgação, preservação e recuperação do património cultural, estamos igualmente perante um ano de oportunidades para a sociedade civil manifestar a sua sensibilidade relativamente a esta temática, candidatando-se a projetos e participando em iniciativas".

"Os grandes desafios são estes: Como sensibilizar os cidadãos para a preservação do património? Como criar responsabilidade cívica? Como associar a cultura ao desenvolvimento regional e à política social?"

Josefina Carreira aforma que "o Governo Regional, no que a esta área diz respeito, tem trabalhado muito ativamente ao longo do seu mandato".  "Além de promover a recuperação de locais de grande simbologia regional, como é o caso da Sé Catedral, do Museu Vicentes, da Fortaleza do Pico, das capelas da Igreja Matriz de Machico, da Torre do Capitão e do Convento de Santa Clara, tem desenvolvido um conjunto de intervenções em várias capelas espalhadas pela Região e leva a cabo a recuperação da rede de caminhos reais da Madeira."

No que ao património imaterial diz respeito, sublinhou, o Governo antecipou-se ao novo diploma regional que o enquadra e adquiriu o software de referência nacional, lançando o Portal Museus da Madeira, que serve igualmente para o património móvel.

Também a formação do setor não foi esquecida, juntando-se ao lançamento da oficina do empreendedor cultural.

Em termos de divulgação, adiantou Josefina Carreira, "é ponto assente que as iniciativas “Dar a ver”, “Capelas aos Luar” e “Obra Convidada”, são uma aposta ganha em termos de difusão de conhecimentos e de descentralização dos eventos culturais. Temos uma agenda cultural cada vez mais diversificada e em crescimento permanente".

Segundo a deputada, a Região está no bom caminho. "Contudo, numa região riquíssima em património como a nossa, a exigência de investimento é constante. Aliás, todo este trabalho não seria possível sem a dedicação e irreverência das várias associações culturais e sem a crescente sensibilidade das autarquias locais."

Lembrou ainda a importância da preservação do património rural edificado, fundamental no desenho da paisagem madeirense, juntamente com a sensibilização dos proprietários. "A delimitação de zonas históricas fora dos grandes centros urbanos, em que a traça arquitetónica tradicional seja respeitada, evoca as boas práticas de diversas regiões e países, e assinala um marco cultural de grande potencial económico."

A deputada afirmou ser "justo reconhecer que o GR tem olhado para a Região como um todo, num conjunto de investimentos em benefício seja das áreas urbanas, seja das áreas rurais que são, acima de tudo, em benefício da Madeira". "A conclusão da via expresso entre a Fajã da Ovelha e a Ponta do Pargo, que já foi aqui contestada, é um investimento necessário, não apenas para estas freguesias ou para o concelho, mas para a Região Autónoma da Madeira, na perspectiva da coesão territorial. Não é uma solução isolada, mas é uma das condições para potenciar estas áreas e dar segurança às populações."

No caso da Calheta, em particular, de onde é natural, a deputada salientou que o concelho tem beneficiado da dinamização do MUDAS, da recuperação do caminho real, da valorização da Igreja Matriz, da Capela dos Reis Magos e da Capela de S. Lourenço, empreendidas por este Governo, mas também das políticas municipais para a cultura, nomeadamente com o lançamento de um roteiro do património de cada uma das suas oito freguesias, a recuperação de vários espaços e o apoio às associações e artistas calhetenses.

Contudo, existem situações que considera merecerem alguma atenção."Deixo como exemplos a Quinta da Piedade, no Jardim do Mar, e a Fábrica da Manteiga, na freguesia da Fajã da Ovelha. Esta, apesar de constituir propriedade privada, é um depositário de memórias e história coletiva de toda uma época de grande produção de lacticínios na Região. Pela vontade das suas gentes, a cair, não será no esquecimento."