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Notícias
  Terça, 21 Novembro 2017

O deputado José Prada lamentou hoje que, apesar da conquista das bases da Autonomia, "pretende-se impor à Região e aos madeirenses e porto-santenses, por métodos antidemocráticos, momentos de dificuldades económicas e sociais." "Pretende-se dificultar o processo e o conjunto dos princípios definidos e estabelecidos desde o 1º Congresso Regional do Partido Social-Democrata, que se traduzem nos três pilares: Democracia, Autonomia e Socialização", sublinhou o deputado numa intervenção antes do período da ordem no dia na Assembleia Legislativa da Madeira.

José Prada salientou que os agentes que promovem estas dificuldade "não são madeirenses, não gostam da Madeira e conhecem pouco a nossa realidade".  "A globalização permite-lhes agir de forma camuflada, cobarde e sem quaisquer princípios nem regras, num cenário que, servindo-se de determinados órgãos de comunicação social, de determinados processos informáticos e com recurso às novas tecnologias, é ilusionista, demagógico e nada abonatório aos reais interesses do bem comum que nos move. Sem nunca darem a cara, agem a coberto de um poder constitucional desadequado a uma sociedade moderna, europeia e ocidentalizada, não respeitando o nosso direito a uma correta participação na construção permanente do Estado."

Contudo, o deputado social-democrata sublinha que os madeirenses exigem o respeito pela sua identidade e não aceitam condicionalismos injustificados no quadro da Autonomia que é reclamada e que está na génese da impossibilidade da Região de avançar e crescer.

Apesar dos agentes não serem da Madeira, José Prada afirma que eles têm os seus comissários na Madeira e esses sim são madeirenses. "Madeirenses porque aqui nasceram e residem, ainda que totalmente desprovidos da alma e do sentido de pertença que nos distingue e fortalece, enquanto povo, pois todo o madeirense que se preze, além de cortês, distinto e educado, tem a obrigação de não vergar e de ser exigente relativamente a tudo aquilo que possa beneficiar a sua terra, naturalmente em prol do interesse público e do bem-estar da comunidade em que se insere e que tem o nobre e fundado dever de defender".

O deputado afirmou, por isso, ser necessário "denunciar, por imperativo da verdade, aqueles que não nos ajudam ou que, no mínimo, nos últimos tempos, nem um esforço fizeram em prol da Região", ou seja, "os atuais detentores do poder político central do Estado Português".

"É um governo sombrio, incompetente, fraco e sem rumo, que a Nação já interiorizou e começa a penalizar e a se afastar. Um Governo que usa as instituições da República para servir a sua propaganda política e governamental, pressionando nos bastidores para subjugar os governados aos seus jogos e conveniências. Que faz e desfaz, ao sabor dos seus interesses. Que promete e compromete sem quaisquer princípios ou escrúpulos. Fala sério mentindo. Parece que brilha, mas é ofuscado pela ação medíocre da sua equipa. Que desconsidera e persegue todas as classes sociais."

O deputado sublinha que "este governo usa de todos os recursos postos ao dispor da República para atrasar o nosso desenvolvimento e para impedir que a vontade do povo madeirense seja cumprida e prossiga conforme os seus desejos, escolhas e expetativas", acrescentando que "às gerações mais novas, temos o dever de explicar que não podemos permitir esta progressiva ostracização dos nossos direitos e que se impõe uma mudança de atitude que, atempada e concertada, intervenha a favor de um futuro que não se deseja comprometido".

"Todos nós temos a obrigação de lutar pela Madeira. É isso que é exigível. Abandonem o vosso discurso anti - Madeira, anti – economia. Deixem em casa a intriga, a demagogia, a maledicência, a querela e todos juntos lutemos pelo fundamental. Façamos da Madeira um espaço de progresso, uma terra próspera, empreendedora, com excelente qualidade de vida, para todos que aqui vivem e, naturalmente, acolhedora dos milhares que nos visitam."