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Notícias
  Quinta, 9 Novembro 2017

O líder parlamentar do PSD afirmou considerou hoje ser "inacreditável que quem foi eleito pelo povo da Madeira inche no Parlamento para defender Lisboa". "Se pensam que vão longe à boleia de Lisboa, essa boleia será curta e a queda será maior", afirmou.

No debate solicitado pelo PSD sobre o 'Recuo do Governo da República no apoio ao novo hospital', Jaime Filipe Ramos sublinhou que esta iniciativa teve por base as declarações do Primeiro-Ministro, uma vez que, numa altura em que já se pensava ter ultrapassado a questão do interesse público e em causa estaria apenas o finaciamento, António Costa afirmou na Assembleia da República que a comissão de acompanhamento iria avaliar o interesse do novo hospital. "É um retrocesso, é um recuo por parte da República".

Jaime Filipe Ramos admitiu até que possa ter havido engano por parte de António Costa. "Agora pergunto, porque é que uma semana depois não houve ainda correção e até mais grave porque passado um dia ou dois, o ministro das Finanças respondeu à deputada Sara Madruga da Costa dizendo que há 0 euros para 2018". Ou seja, "afinal não houve erro do Primeiro-ministro, há sim uma vontade política do Governo da República de recuar".

Aliás, questionou Jaime Filipe Ramos a Carlos Pereira as razões para que, havendo essa vontade política as verbas não estejam inscritas no Orçamento de Estado. Ou então, porque não quis o Primeiro-ministro reunir com o Governo Regional para definir a situação do novo hospital quando lhe foi proposto em janeiro de 2017, com a justificação da criação de uma comissão de acompanhamento que só viria ser constituída 10 meses depois.

Neste debate, também o deputado João Paulo Marques sublinhou existirem duas visões na Assembleia da República relativamente ao novo hospital. A daqueles partidos que consideram que o orçamento do Estado tem de ter uma verba inscrita antes do lançamento do concurso público, PSD, CDS e PCP, e daqueles que acham que não há hospitais a pré-pagamento e que o Orçamento do Estado não tem que ter nenhuma verba, PS e BE. "No que diz respeito ao novo hospital, o Partido Socialista está sozinho com o Bloco de Esquerda, o que diz muito acerta da seriedade da posição destes dois partidos, mas mais gravde, é que o PS e o BE tratam os madeirenses como portugueses de segunda porque exigem concurso público para a Madeira, mas para o continente não é preciso nada e o dinheiro já lá está."

Por seu lado, o deputado Marco Gonçalves salientou que o novo hospital deveria ser um desígnio nacional, salientando ser este o momento de estarem todas as forças políticas juntas a defenderem e a exigirem do Governo da República para que "dê um sinal claro de que haverá financiamento para o novo hospital", salientando que todos os deputados da Assembleia Legislativa da Madeira foram eleitos pelos madeirenses e pelos porto-santenses e são eles que têm de defender. "Por isso, é necessário estarmos todos juntos neste desígnio que é a construção do novo hospital na Madeira".

Já Carlos Rodrigues sublinhou que deste debate fica a certeza de que de um lado está o Governo Regional que está "em perfeitas condições para lançar o concurso para o nono hospital da Madeira", tendo cumprindo escrupulosamente a sua parte, do outro está o Governo da República que tem não cumpre o que assumiu, obrigando o deputado Carlos Pereira a "ter que lutar com toda a sua inteligência, com todas as suas faculdades, com toda a sua competência, mês após mês, ano após ano, para fazer vingar aquilo que é um direito dos madeirenses". Segundo Carlos Rodrigues não devia existir essa necessidade: "Uma vez assumido, uma vez garantido, mas não, o sr. deputado todos os dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos tem de voltar à luta, tem de estender a mão, tem de forçar, tem de empurrar, tem de exigir. É uma vergonha".

Algo que não constitui qualquer supresa, salientou Carlos Rodrigues, se atendermos ao facto de na base deste Primeiro-Ministro estar uma "matriz golpista". Foi assim para chegar à liderança do partido e à liderança do país, reforçou, acrescentando que a situação é agravada pela falta de escrúpulos.

O deputado José Prada lembrou neste debate que "convém esclarecer aos mais distraídos, que o Governo Regional não prometeu ao contrário de outros, o que não podia cumprir. O Governo inscreveu no seu programa que iria encetar a construção do novo hospital. Foi esse o compromisso que fizemos com os madeirenses. E, para que fique bem claro, o Governo vai fazê-lo, vai cumprir com a sua palavra!" Isto, acrescentou, "apesar de o Governo da República, aparentemente, pelo que se conhece do orçamento de Estado para 2018, estar a preparar-se, mais uma vez, para dar o dito pelo não dito."

"É preciso não ter vergonha para o PS vir criticar o Governo Regional relativamente ao novo hospital. Em vez disso deviam sim interceder junto do Primeiro Ministro António Costa, recomendando que deixasse de brincar com as palavras em matéria tão séria, cumprisse o que prometeu aos madeirenses, aos portugueses, inscrevendo no orçamento da república os 50% para o hospital."

O vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, também salientou que, apesar do compromisso do Governo da República, a verdade é que até agora o único que investiu no novo hospital foi o Executivo madeirense, na ordem dos 8,2 milhões de euros. Da República, apenas "uma mão cheia de nada".