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Notícias
  Quinta, 2 Novembro 2017

O líder parlamentar do PSD Madeira, na discussão da Moção de Censura ao Executivo, acusou Carlos Pereira, usando as palavras do próprio, de ter sido cúmplice da "anormalidade governativa política sistémica" do Governo da República, uma vez que ficou calado perante a quarta remodelação do Governo de António Costa.

"Ao ler a moção, há uma parte que não podemos deixar passar, fala em crise institucional e numa anormalidade governativa sistémica", sublinhou Jaime Filipe Ramos, lembrando também que Carlos Pereira referiu que a quarta remodelação do Governo Regional é uma autocensura. "Onde esteve Carlos Pereira na semana passada?", questionou o líder parlamentar, recordando que a quarta remoldeção do Governo da República foi nessa semana, mas ninguém ouviu o deputado do PS falar em autocensura. "Saíram 12 secretários de Estado, três como arguidos, e o senhor deputado, que esteve na semana passada na quarta remodelação, não falou em autocensura. Esta incoerência é que é estranha."

Para Jaime Filipe Ramos, esta moção da autoria do PS, apenas teve dois objetivos, como de resto toda a gente percebeu: Trata-se de uma moção prévia ao congresso e que tem a intenção de evitar uma moção de censura ao próprio PS.

Também Carlos Rodrigues questionou as razões da moção de censura ao Governo Regional, referindo se não seria também razão de censura um ministério das finanças que bloqueia cirurgias oncológicas em Lisboa ou que afirma que os incêndios foram bons para as contas públicas. Ou ainda um Governo que permite que 8,6 mil milhões de euros fujam para paraísos fiscais e que usa os donativos paras as vítimas dos incêndios de Pedrógão para financiar hospitais públicos e um Primeiro Ministro que se refere à "pouca vergonha que aconteceu em Tancos como um espetáculo cómico".

Entre outras razões para a censura ao Governo da República, Carlos Rodrigues lembrou também o facto de o PS ter permitido que, nos últimos 11 anos, a região autónoma  dos Açores tenha recebido mais mil milhões de euros do que a Madeira.

Por seu lado, o deputado José Prada lamentou o texto enfadonho da moção de censura que "não passa de generalidades", desencadeadas "sem sentido". 

Já o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, considerou que esta moção de censura resultou num "flop para a liderança do PS-Madeira", num "verdadeiro tiro no pé do sr. Deputado Carlos Pereira". "O que ficou aos olhos de toda a gente é que sai hoje daqui deste hemicíclo mais enfraquecido e, sobretudo, com mais adversários internos dentro do seu partido", numa tentativa desesperada de marcar uma agenda política interna e partidária".

A Moção de Censura foi rejeitada com os votos contra do PSD, abtenção do CDS e a favor dos restantes partidos e deputado único.